Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá à falência. Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vitima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um não. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Augusto Cury

domingo, 24 de outubro de 2010

Análise do conto “Peru de Natal” de Mario de Andrade

O conto “Peru de Natal” apresenta uma família patriarcal, feita de aparências, que mantém tradições, demonstrando a grande hipocrisia que predomina durante as reuniões familiares.
A obra nos revela uma crítica à idéia que as pessoas têm em relação ao Natal, (comida, bebida, presentes) contrariando totalmente o verdadeiro sentido do Natal, que é o nascimento de Jesus Cristo, a confraternização, o amor, etc.
A morte do pai representa a queda do regime patriarcal, dando um fim às frias reuniões de família, enquanto que o Natal representa o nascimento ou despertamento do amor e do desejo que cada um sente em seu coração, de agir com “naturalidade”, ou seja, mostrar que está feliz.
O peru é o símbolo da felicidade sem culpa, onde todos se deliciam e desejam, cada vez mais sentir o sabor daquele “peru”, mesmo havendo a “intervenção violenta da ameixa” que, por sua vez, representa a presença forte do pai morto. Após um momento de duelo entre a figura do peru (felicidade, liberdade, etc.) e a figura do pai (monotonia, frieza, etc.), o suave sabor do peru acaba por vencer a batalha angustiante.
Contudo, somente após o inconformismo do personagem principal (o filho), diante da situação vivida pela família, que apresentava uma falsa imagem de felicidade, vivendo sob o domínio “cinzento” do pai, e a persistência deste mesmo filho em levá-los a encarar uma nova vida, enfrentando o risco de estar ferindo a memória do “morto”, mas ao mesmo tempo saboreando uma felicidade, talvez nunca antes sentida, é que as demais personagens se sentiram realizadas, mesmo atribuindo a “culpa” ao “louco” (o filho).

O personagem principal do texto procura mostrar para a própria família, o ambiente de hipocrisia em que viviam, trazendo para dentro de casa um verdadeiro ambiente familiar, oposto ao que conheciam. O filho provou que as tradicionais reuniões de família eram apenas fachada, e no momento em que o personagem traz a ternura, o compartilhar e a comunhão para o meio de sua família, ele consegue mudar toda a trama, fazendo com que o leitor perceba a realidade da sociedade, onde muitos vivem apenas de aparências, não querendo assumir o seu “fracasso familiar”.

KARL MARX E A HISTÓRIA DA EXPLORAÇÃO DO HOMEM

  KARL MARX Nasceu em Treves, na Alemanha (1818-1883). Doutorou-se em Filosofia. Foi redator de uma gazeta liberal em...