Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá à falência. Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vitima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um não. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Augusto Cury

Arquivo do blog

domingo, 24 de outubro de 2010

A CRONICA

Crônica – Registro de fatos ou acontecimentos (verdadeiros) em ordem cronológica.

Para aqueles que não sabem diferenciar a crônica da notícia, geralmente a lê como um fato como outro qualquer. Outros consideram a crônica como uma fantasia, uma historia humorística, ou algo para passar o tempo.
A crônica, geralmente, é publicada em jornais ou revistas e, ao contrário da notícia, a crônica nos faz refletir sobre a história que está sendo contada, é sempre um fato que reflete o nosso dia-a-dia, e muitos de nós não paramos para analisar.
Segundo alguns autores, a crônica atua entre a reportagem e a literatura.
A crônica é a história de alguém ou algo (real) composta por características da literatura, o que faz com que a atenção do leitor volte-se para esse texto.
A crônica registra a variação emocional do escritor.
Muitos confundem crônica com ensaio. A crônica se difere do ensaio porque no ensaio, o autor tem um objetivo a ser atingido, ou seja, uma idéia a ser dada na conclusão, onde esta será defendida pelo autor. Já na crônica, não há sugestão ou defesa de idéias, a conclusão fica a critério do leitor.
Mas, segundo alguns autores, a crônica possui uma característica semelhante ao ensaio, não existem duas crônicas ou dois cronistas iguais, assim como não há dois ensaios idênticos.
A crônica literária trabalha entre a poesia e o conto. Na poesia, a crônica trabalha em cima de “eu”, onde o “eu” é o assunto, e ao mesmo tempo o narrador. No conto a crônica trabalha com o “não-eu”, sem o lirismo encontrado na crônica poética.
Uma das características básicas da crônica é a brevidade. Um texto curto que ocupa um pequeno espaço na folha do jornal ou da revista.
Na crônica, a linguagem é direta, espontânea, de fácil entendimento e, é claro, não poderia faltar as expressões literárias que identificam a crônica.

Segundo Fernando Sabino a crônica representa “a busca do pitoresco ou do irrisório no cotidiano de cada um, visando ao circunstancial, ao episódico.”


Desde a consolidação da imprensa, a crônica se caracterizou como uma seção de jornal ou revista, onde se comentam acontecimentos do dia-a-dia. Segundo alguns estudiosos, a crônica é “filha do jornal e da era da máquina, onde tudo acaba tão rápido. Ela não foi feita originariamente para o livro, mas essa publicação é efêmera”. Modernamente, em função da qualidade literária de cronistas como Carlos Drummond de Andrade, Fernando Sabino, Rubem Braga, Luis Fernando Veríssimo, Pulo Mendes Campos, Rachel de Queiros, Lourenço Diaféria, entre outros, a crônica é comparável ao conto, sem perder, no entanto, o seu tom coloquial.