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INFORMÁTICA: O FUTURO DA PROFISSÃO

À medida que o ser humano passou a viver em grupos sociais maiores e mais complexos, teve a necessidade de armazenar e processar uma quantidade crescente de dados. Essa necessidade fez com que o intelecto humano criasse meios cada vez mais rápidos e eficientes para trabalhar com esses dados.
Com a revolução da sociedade humana e as conquistas tecnológicas, as formas encontradas para o armazenamento de dados foram ficando cada vez mais complexas e capazes de processar uma quantidade maior de informação. Assim, a humanidade partiu de engenhos simples chegando á atualidade com moderníssimos computadores, capazes de efetuar as mais variadas tarefas.
Nesse sentido, o presente trabalho objetiva analisar a situação do Profissional em Informática, profissional este, de suma importância cujo perfil vem mudando desde a abertura do mercado no início dos anos 90, onde sua atuação se baseava na montagem/instalação e configuração dos micros, sendo muito requisitado devido ao fato da escassez de técnicos especializados no mercado. 
Evolução da Informática e a Formação Profissional
Tendo em vista a existência de uma revolução na área de Tecnologia da Informática (TI), onde há novas soluções, produtos e equipamentos surgindo a cada dia, sendo necessário ao profissional atuante na área, uma atualização freqüente.
É notório que, o profissional da área de informática, tanto da parte de suporte/infra-estrutura, quanto da área de desenvolvimento/sistemas precisam estar preparados para esse competitivo e difícil mercado atual, que carece de mão de obra de qualidade.
Com o passar do tempo as redes locais nas empresas foram surgindo, os sistemas operacionais e softwares mais bem elaborados e os técnicos precisaram se adequar. Atualmente, existem as redes sem fio, programa de incentivo do governo que geraram uma venda de micros nunca vista no país e a popularização do sistema operacional Linux, com isso o técnico precisa novamente buscar atualização para se sobressair nesse mercado onde existe uma proliferação de "técnicos" formados através de fóruns de discussão e revistas do tipo "faça você mesmo".
            Segundo Vasconcelos (2010), os anos 70 denotam a pré-história dos microcomputadores, os anos 80 foram a idade média. Muita coisa precisava ser feita pelo próprio usuário. Por exemplo, comprava-se um micro sem software algum, e o usuário desenvolvia os programas necessários, e linguagem BASIC na maioria dos casos. A computação profissional já estava muito evoluída, baseada em mainframes. Mas na microinformática, muita coisa precisava ser feita. Os micros tipo PC eram caríssimos. A computação pessoal era baseada em micros mais simples, de uso doméstico, como MSX e similares. O técnico precisava ser um estudioso, para entender e resolver os problemas.
Infelizmente muitos basearam sua formação em estudos do tipo "aprendi na Internet", ao invés de usá-la como um complemento para divulgação de conhecimentos, macetes e notícias atualizadas. Existe deficiência de formação sólida. Portanto, cabe ao profissional de informática se especializar.
Quando se fala em Mercado de Trabalho, ser um "profissional de informática" é algo muito relativo e complexo, pois a informática abrange uma grande gama de setores, os quais exigem grande conhecimento e domínio de ferramentas só empregadas àquele setor. Na maioria das vezes, ter um diploma de curso superior ou até mesmo uma pós-graduação não significa que se tem o conhecimento completo da área em que se forma. Ao contrário, uma pessoa autodidata, que se mantém atualizada quanto às tendências de mercado e às novas tecnologias, possui igual ou maior conhecimento do que um profissional com vários anos de formação.
Regulamentação da Profissão e o Futuro do Profissional de Informática
Em 5 de março de 2008 foi aprovado parecer favorável ao projeto de lei que regulamenta o exercício das profissões de Analista de Sistemas e Técnico de Informática. Este projeto estava há alguns anos na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) do Senado Federal e seu parecer foi aprovado. A proposta agora será encaminhada à Comissão de Assuntos Sociais (CAS), na qual receberá decisão terminativa. As primeiras propostas neste sentido foram apresentadas em 2003.
O parecer excluiu da proposta a possibilidade de criação de conselhos federal e regional de informática, pois isto poderia dar margem ao projeto ser vetado pela Presidência da República. Os Analistas de Sistemas e Técnicos de Informática poderão optar pelo vínculo a algum conselho ou confederação já existente com o qual a profissão tenha pertinência.
De acordo com a proposta, a profissão de Técnico de Informática, o projeto determina a comprovação de diploma de ensino médio ou equivalente de curso técnico de Informática ou de Programação de Computadores. De acordo com o projeto esses diplomas devem ser expedidos por escolas oficiais ou reconhecidas.
Portanto, um dos maiores impactos deste projeto de lei é que, como em outras profissões regulamentadas, essas atividades acima citadas passam a ser exclusividade dos profissionais formalmente habilitados, o que é um ponto positivo, pois, como citado anteriormente, muitos se autodenominam técnicos sem ao menos fazer um curso, o que prejudica em muito aqueles que têm buscado preparo em órgãos competentes e reconhecidos.
No entanto, em 05 de novembro de 2008, por requisição do senador Jarbas Vasconcellos, o PLS 607/27 foi enviado à CCJ para ser discutido em Audiência Pública, ocorrida em 11 de novembro de 2008, e posteriormente votado pela Comissão.
Em 18 de agosto de 2009, o PLS foi aprovado pela CCJ nos termos do substitutivo do senador Marconi Perillo e então devolvido à CAS, onde recebeu uma emenda substitutiva do seu autor, senador Expedito Júnior, que procura, por meio desta emenda, restaurar sua proposta inicial, com a criação do conselho de profissão para a Área de Informática.
Em 02 de outubro de 2009, a senadora Lúcia Vânia propõe uma emenda ao PLS 607/2007 para modificar a alínea I do Art. 2º para: "I – os possuidores de diploma de nível superior em Análise de Sistemas, Engenharia de Software, Ciência da Computação ou Processamento de Dados, expedido por escolas oficiais ou reconhecidas;".
O texto original do substitutivo do senador Marconi Perillo é: "I – os possuidores de diploma de nível superior em Análise de Sistemas, Ciência da Computação ou Processamento de Dados, expedido por escolas oficiais ou reconhecidas;"; e o da emenda do senador Expedito Júnior é: "I – os possuidores de diploma de nível superior em Análise de Sistemas, Informática, Ciência ou Engenharia da Computação, Processamento de Dados e Sistemas ou Tecnologia da Informação, expedido por escolas oficiais ou reconhecidas;".
Em 30 de outubro de 2009, o senador Expedito Júnior, autor do PLS 607/2007, foi declarado, por decisão judicial, impedido de exercer seu mandato no Senado.

Pode-se dizer que desde o início da Criação o homem vem evoluindo e nesse processo de evolução muitas coisas foram criadas. Como citado na introdução, os computadores e consequentemente o sistema de informações, foram criados em função da necessidade humana em organizar-se. Para tanto, fez-se necessário que para acompanhar esse avanço tecnológico o homem também avançasse intelectualmente. No que diz respeito à Técnica em Informática, hoje existem sites que fornecem informações onde os usuários dessa tecnologia podem tirar suas dúvidas e/ou até mesmo arriscar a manutenção de seu PC.
No entanto, deve-se levar em consideração que os verdadeiros Profissionais de Informática, estão se capacitando e buscando estarem cada vez mais informados sobre as novidades do mercado de Tecnologia de Informação, para que assim, possa-se oferecer um serviço de qualidade e garantia.
Necessário é que as autoridades observem essa situação e permitam que esses profissionais tenham seu lugar reconhecido e que os “autodidatas” também busquem sua qualificação.

REFERÊNCIAS
ATLAS Interligado. São Paulo: Didática Paulista, 2004.

BIGONHA, Roberto da Silva. Regulamentação Da Profissão De Informática. Disponível em: <http://homepages.dcc.ufmg.br/~bigonha/Sbc/plsbc.html.> Acesso em 12 abril 2010.


VASCONCELOS, L. Consertando Micros. 2. ed. Rio de Janeiro: Laércio Vasconcelos Computação, 2010. 491 p.

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