Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá à falência. Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vitima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um não. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Augusto Cury

terça-feira, 2 de novembro de 2010

SAGA "EJA"

Contexto histórico da Educação de Jovens e Adultos (EJA)



Foi no final da década de 1940, que a Educação de Jovens e Adultos firmou-se como tema de política educacional. Diversos fatores contribuíram para que isso ocorresse, entre eles, a criação do Ministério da Educação e Saúde Pública em 1930, a idéia de um Plano Nacional de Educação fixado na Constituição de 1934 e a criação do Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos (INEP), em 1938. Passos decisivos para colocação da educação de adultos como problema nacional foram dados na década de 1940 com a criação do Fundo Nacional do Ensino Primário e sua regulamentação em 1945, que destinava 25% dos recursos do Fundo para a educação de adultos e jovens analfabetos, a criação do Serviço de Educação de Adultos em 1947 e com a aprovação de um plano nacional de educação supletiva, ainda em 1947. Dessa estrutura e desses recursos resultaram diversas campanhas de combate ao analfabetismo, em que se destacam a Campanha de Educação de Adolescentes e Adultos a partir de 1947 e a Campanha Nacional de Educação Rural, a partir de 1952. A organização de programas de massa destinados à Educação de Jovens e Adultos, alavancados pelos recursos do Fundo Nacional de Ensino Primário (FNEP), foi acompanhado de euforia nos primeiros momentos e seguida de atividades rotineiras durante os anos de 1950, até sua extinção oficial no início da década de 1960. As campanhas traziam como fundamento político a ampliação das bases eleitorais e a integração das massas ao processo de desenvolvimento nacional, seja como instrumento de participação política pelo voto, seja como forma de preparação e qualificação de mão-de-obra exigida pela industrialização.
A Educação de Jovens e Adultos – EJA, no decorrer da história do Brasil, tem sido colocada num segundo plano nas Políticas Públicas, o que, muitas vezes, tem gerado várias dificuldades para se desenvolver um projeto político-pedagógico voltado às reais necessidades dos jovens e dos adultos. Dentre elas, pode-se apontar a ausência de recursos para investir na estruturação adequada das salas de aula, na formação profissional dos educadores e na implementação de pesquisas em EJA para melhoria do trabalho docente nessa modalidade de ensino, evitando a infantilização da prática pedagógica.