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SAGA "EJA"

A educação sempre foi tratada como uma questão de menor importância para os governos, desde os primeiros tempos da Colônia. A partir do processo de industrialização com o governo de Getúlio Vargas, é que percebe-se uma maior preocupação com o nível educacional da população brasileira, principalmente em função de novas indústrias que estão surgindo e novas tecnologias importadas, a partir do final da Segunda Guerra Mundial. 
A rápida expansão do parque industrial brasileiro a partir do governo JK  e nos governos posteriores não foi acompanhada pela rede educacional. Ainda neste momento o número de vagas destinadas aos estudantes é limitada, e mais limitada ainda é a oferta de alfabetização e continuidade de estudos para a população de jovens e adultos analfabetizados ou que abandonaram os estudos por necessidades de ingresso no mercado de trabalho. A EJA oscilou desde um processo de supletivação, até uma necessidade de certificação do aluno trabalhador, pois as novas tecnologias utilizadas pelas indústrias e serviços, exigem um novo perfil da população economicamente ativa. Dessa forma, as conferências internacionais sobre a educação de jovens e adultos, muito contribuiu para a remodelação do papel da União frente a essa modalidade de ensino, pois preconizou a necessidade contínua de estudo, não apenas a certificação a nível fundamental e médio, a partir do Exame Nacional de Certificação de Jovens e Adultos (ENCCEJA). Contudo, ficou muito claro que antes de se garantir a aceleração das classes,  a adequação idade/série e a certificação, é competência dos órgãos públicos a transformação do ensino. Mais do que garantir vagas, verbas e livros se faz necessário uma verdadeira reforma educacional. A educação, na plena acepção do termo, pressupõe a construção do conhecimento por parte de todos os envolvidos no processo, a fundamentação de uma sociedade ética e solidária, o rompimento de um círculo vicioso baseado na violência, pobreza e drogadição em que uma grande parcela da população brasileira está inserida. Educação de Jovens e Adultos deve ser encarada como uma modalidade de ensino temporária, destinada a atender a uma demanda específica, corrigindo os problemas sócio-econômicos, herdados de muitos séculos. Não uma modalidade de ensino na qual estudam os adultos que não puderam frequentar a escola no tempo normal  bem como os jovens que não avançam no ensino regular. A qualidade do ensino deve ser encarada como pressuposto essencial para o desenvolvimento do país.

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