Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá à falência. Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vitima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um não. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Augusto Cury

sábado, 25 de dezembro de 2010

LINGUÍSTICA APLICADA AO ENSINO DA LÍNGUA MATERNA (L.M.)

O aluno precisa automatizar certas operações para adquirir proficiência na leitura. Basicamente o aluno deve reconhecer a palavra, o sentido e a estrutura da mesma.
As habilidades necessárias para o desenvolvimento de domínio da língua são quatro: Ler, Ouvir, Escrever e Falar. Para que o aprendiz se torne um bom leitor é necessário que o professor trabalhe textos interessantes, que apresentem uma linguagem de fácil entendimento para o aluno e que estes textos tenham relação com o contexto na qual o aluno está inserido.
O professor pode incentivar os alunos a se tornarem bons ouvintes, mostrando a estes que eles também estão sendo ouvidos, refraseando o que foi dito pelos alunos, contendo a compulsividade em querer falar antes que o colega finalize sua fala.
Para desenvolver a habilidade da escrita o professor pode incentivar o aprendiz a escrever mais, fazendo redações, resumos, relatórios, contando histórias do seu cotidiano, até mesmo organizando a criação de livros de autoria dos alunos, o que posteriormente pode-se fazer uma exposição dos livros e lançamento dos 'novos escritores'. Valorizar esta escrita dando ao aluno o feedback (comentário avaliativo), que deixe o aprendiz ciente de que seu trabalho escrito está bem e/ou pode melhorar.
O docente pode, também, incentivar o aluno no sentido de ser um bom 'falante', no sentido de se comunicar com coerência e coesão. Atividades como apresentações orais, seminários e debates, enfim, atividades que estimulem o aluno a se manifestar oralmente. E segue a mesma 'dica', faz-se necessário que o professor apresente ao aluno o feedback, para que o mesmo sinta segurança e estimulo para buscar aperfeiçoamento.
Lembrando que, todas estas habilidades, para serem desenvolvidas, partem, também, de um professor - leitor - ouvinte - escritor - falante.

Acredita-se que o ensino da Língua Materna é de responsabilidade de todos os professores e, não apenas dos professores de Língua Portuguesa. O aluno deve saber ler e entender o que está sendo lido, ou seja, ele precisa interpretar, conhecer o significado das palavras, o contexto, por isso os professores de outras disciplinas têm a responsabilidade de instruir seu aluno nesta prática de leitura e interpretação/compreensão. Se um aluno não consegue entender ou interpretar um problema matemático, de física, ou outro texto qualquer, ele será incapaz de resolver ou responder ao que está sendo pedido. Dessa forma, o ensino da L.M. é responsabilidade de todos, ou seja, todos os professores podem contribuir para uma formação de qualidade, fazendo com que seus alunos tornem-se seres 'pensantes ' e 'criticos' à medida certa.

Fala-se muito em interdisciplinaridade e ensino contextualizado, pode-se dizer que quando se ensina a gramática, partindo de assuntos de outras matérias ou assuntos que estejam relacionados ao contexto social é mais fácil para a compreensão do aprendiz.

Dentre muitas coisas que ouvia em sala de aula, lembro-me que certa vez ministrava aulas de Língua Inglesa e estávamos estudando as partes do corpo humano, e uma palavra muito comum, e acredito que VOCÊ já ouviu alguém pronunciá-la com a maior certeza de que é o correto: Brain = CÉREBRO, o que era pronunciado, CELEBRO. Impressionante que os alunos tinha convicção de que a pronuncia deles era a correta, é claro recorri ao dicionário para mostrá-los que nem sempre é o que parece...

Acredito que de alguma forma pude contribuir com a Língua Portuguesa...


sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

LINGUÍSTICA APLICADA AO ENSINO


A Linguística Aplicada (L.A.) seria um mediador entre descrições teóricas e atividades práticas diversas.

Segundo Halliday, McIntosh e Strevens, a L.A. utiliza as descrições feitas pela Lingüística para outra finalidade, fora da Lingüística.
Para Pit Corder, a L.A. pressupõe a Lingüística, é uma atividade e, não um estudo teórico, que utiliza os resultados de estudos teóricos para o ensino de línguas.
A L.A. é entendida como “o uso de matérias lingüísticas cujo conteúdo pode aprimorar o trabalho prático nas disciplinas que incluem o uso da linguagem”.



Tanto a Gramática Tradicional quanto a Linguística possuem conceitos formados em relação à questão 'erros'.
Para a Gramática Tradicional (G.T.) é considerado erro, tudo o que foge às normas e padrões da língua.

Ex.: Os menino saíram.

Nesse contexto a G.T. considera a frase incorreta, visto que, não há concordância entre artigo, sujeito e verbo.

De acordo com a Linguística, todo enunciado que foge ou não configura em nenhuma variedade linguística é considerado 'erro'

Ex.: A difícil está prova.

Os termos não estão ordenados, portanto, não transmitem nenhuma mensagem e não configura nenhuma variedade linguística.

Os PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS (PCNs) DE LÍNGUA PORTUGUESA refletem a influência da Linguística na concepção mais atual de ensino de Língua Portuguesa da seguinte forma, defendem que os livros ou textos trabalhados sejam de acordo com a realidade do aluno, considerando o conhecimento prévio do mesmo, havendo valorização das variedades linguísticas e língua falada, sem que haja preconceito.



Entende-se que a norma padrão da língua é o que se deve ensinar nas escolas. Para que esse ensino ocorra de forma crítica sem que cause 'trauma' no aprendiz, necessário é que sejam trabalhados textos, redações e, no ensino da língua falada (sem preconceitos ou uma variedade linguística estabelecida), leitura de revistas, jornais, etc.


Em muitos casos os formadores de opinião (autor/livro didático/professor) produzem um fechamento das possibilidades de trabalho com o ensino da Língua na escola, em algumas situações em que o ensino de língua abrange - leitura e produção de textos, atividades de reflexão sobre variação línguistica. Existem alguns livros que apresentam atividades, que não admitem outras respostas e, alguns professores, ao adotarem esses livros, não criam possibilidades para que o aluno possa refletir e buscar alternativas de resposta. Há professores que só aceitam as respostas sugeridas pelo autor, dessa forma, produz-se o fechamento do intelecto do aluno, fazendo com que as atividades sejam executadas mecanicamente.

DICAS DE ORGANIZAÇÃO DE TRABALHOS ACADÊMICOS

Olá pessoal!
Hoje estava me lembrando dos tempos de faculdade e, em especial nos trabalhos acadêmicos, que é o alvo principal desse blog.
Lembrei-me da questão da organização do trabalho, isso também me fez pensar na época em que era professora. Como meus alunos apresentavam seus trabalhos.
É de suma importância o cumprimento das normas da ABNT quanto à estrutura do trabalho, mas também existe a questão 'estética' do trabalho. 
Vou explicar, expondo um exemplo pessoal. Certa vez tinha que fazer uma análise de um livro literário e, confesso a vocês que não estava com muito tempo pra pensar nesse trabalho, o que fez com que eu me esquecesse completamente. No dia anterior à entrega da análise fui trabalhar nesse 'projeto', lembrando que a professora era uma pessoa muito exigente, ou seja, se não fizesse um trabalho de qualidade... poderia considerar uma nota bem abaixo do desejado. 
Blz, fiz a análise seguindo todos os padrões exigidos, seguindo as normas ABNT, etc., no entanto, percebi que faltava algo, algo que 'impressionasse' minha professora, mas que também fizesse jus ao meu trabalho.
IDÉIA: mandei encaderná-lo... Resultado, além de receber elogios e mais elogios, a nota foi ótima.
É claro que o conteúdo estava de acordo com as exigências da docente, mas deve-se levar em consideração a 'embalagem'. Isso conta muito na apresentação de um trabalho. Uma simples encadernação fez meu trabalho apresentar-se mais sério...
Isto aplica-se a qualquer área de nossa vida, mas o que está em questão aqui é a vida acadêmica, portanto, acadêmicos do curso superior, alunos dos Ensinos Fundamental e Médio, etc., devem pensar nessa questão e considerar que seu trabalho pode e merece ser melhorado sempre, e isso depende do 'autor', VOCÊ.
Eu também observava muito a forma com que meus alunos tratavam os trabalhos que eram requisitados, uns caprichavam no conteúdo e na 'embalagem', outros até levavam a sério o conteúdo, no entanto, a estética era... sem comentários. E havia também os que não atribuiam importância a nada, o que fazia com que suas notas também fossem... NADA!

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

O QUE É MATEMATICA


Teorias das mais complexas contadas pelos matemáticos mais extraordinários sobrevoaram a mente humana de como a Matemática foi criada.

Uma definição formal de Matemática seria: a ciência abstrata do espaço, dos números e da quantidade.

A Matemática surgiu junto com a civilização humana. Quando o homem passou a viver em sociedade, surgiram várias necessidades novas.

Era preciso saber a data de plantar e de colher os produtos agrícolas, e para isso era preciso ter um calendário. Para ter um calendário, era necessário fazer medições e observações astronômicas.

À medida que a civilização foi se sofisticando, foi surgindo a divisão do trabalho. Cada pessoa fazia apenas o trabalho especifico para o qual havia sido ensinada ou a tarefa destinada à sua classe social, pois o início da civilização também foi o início das classes sociais.

As civilizações também passaram a trocar as mercadorias que produziam com outros povos. Para isso, tinha-se de avaliar valores, medir quantidades, fazer estimativas.

Para efetuar todas essas tarefas, o ser humano criou um instrumento muito engenhoso: o número.

Adição, Subtração, Multiplicação, Divisão, Raiz quadrada, Potência, Frações, Razões, Equações, Inequações, Termos, Leis, Conjuntos, etc,; Todos esses princípios e centenas de milhares de outros estavam dentro da ciência complexa difícil, explicável e lógica que se chamava Matemática, agora, era, uma ciência mundial, isto é, todo o Planeta Terra necessitava da matemática.

Homens Famosos na História da Matemática

Os primeiros grandes astrônomos e filósofos deram o essencial a essa complexidade. Vários deles se destacaram como os egípcios, sumérios, babilônicos e gregos. Grandes mentes surgiram desde esses princípios e inventaram ainda mais outros princípios mais complexos e mais difíceis.

O grego Tales de Mileto (624-546 a.C.) foi o primeiro a desenvolver um sistema de linhas imaginarias e perfeitas e a elaborar seqüências regulares de argumentos para as relações matemáticas.

Tales propôs alguns teoremas matemáticos como o de que o diâmetro de um circulo o divide em duas partes iguais, e o que estabelece que os ângulos da base de um triângulo isósceles são iguais.

Tales teria circulado a altura de uma pirâmide comparando a sombra desta com a sombra de uma vara fincada no chão. Foi o primeiro homem de que se tem noticia a afirmar que o brilho da Lua era resultado do reflexo da luz do Sol.

Pitágoras (582-497 a.C.) foi o primeiro homem a afirmar que a Terra era esférica. Foi o fundador da acústica, ao relacionar o comprimento das cordas de um instrumento musical ao som por elas produzido.

Também é atribuída a Pitágoras a descoberta das divisões inexatas. A raiz quadrada de 2, por exemplo, não pode ser determinada por nenhuma fração exata.

Pitágoras é lembrado como o autor do teorema que estabelece que o quadrado da hipotenusa de um triângulo retângulo é igual à soma dos quadrados dos catetos.

Euclides (cerca de 325 a.C.) demonstrou ser infinita a série de números primos e comprovou a irracionalidade da raiz quadrada de 2 (descoberta por Pitágoras).

Euclides condenou em seu livro Elementos todo o saber matemático de sua época.

A origem dos números

Apesar de serem os grandes matemáticos da Antiguidade, os gregos tinham algumas limitações. Não possuíam um sistema numérico adequado e não conheciam o número 0. Esses problemas só foram solucionados no inicio da Idade Média, com a invenção dos algarismos hindu-arábicos.

O matemático árabe Mohammed Ibun Musa Al-Khwarizmi (780-850) foi um dos primeiros a utilizar esses algarismos em seus tratados de Matemática, com base em um conjunto de símbolos que ele aprendeu com os hindus. Al-Khwarizmi foi o primeiro a utilizar em suas obras o números 0. O matemático árabe foi autor de um livro, no qual expôs suas teorias.

Quando esse livro foi traduzido para o latim o nome al-Jabr (transposição) foi traduzido como Álgebra, o ramo da Matemática que trata das soluções das equações por meio de supressões e transposições. O nome do matemático daria origem à palavra algarismo (Al-Khwarizmi).

A Matemática e seus avanços

A Matemática teve um avanço considerável com a descoberta do cálculo por Newton e Leibnitz no século XVII.

O cálculo se divide em dois tipos: o cálculo diferencial, utilizado para resolver problemas relacionados com a velocidade em que os fenômenos ocorrem, e o cálculo integral, que determina volumes e áreas irregulares e serve para resolver problemas relacionados à adição de infinitesimais.

O avanço da Matemática tornou o homem capaz de resolver problemas cada vez mais complexos e possibilitou o desenvolvimento da ciência.

Os mais recentes avanços da Matemática possibilitaram, entre outras coisas, o surgimento da Informática, que permitiu a invenção dos computadores.

Atualmente, a Matemática não é mais encarada como uma ciência abstrata que trata dos números e suas relações, mas uma ciência empírica, como a Química e a Física.

Concluímos que a Matemática foi criada para auxiliar no suprimento de várias necessidades dos primórdios.

Desde então tem avançado ao longo dos tempos, proporcionando não só o auxilio de solução de problemas, como no inicio, bem como no surgimento e avanço de outras ciências que necessitam da Matemática para que sejam desvendadas.

REFERENCIAS 
WIKIPEDIA. Historia da Matemática. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_da_matem%C3%A1tica
Acesso em: 30 ago. 2008