Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá à falência. Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vitima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um não. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Augusto Cury

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

LINGUÍSTICA APLICADA AO ENSINO


A Linguística Aplicada (L.A.) seria um mediador entre descrições teóricas e atividades práticas diversas.

Segundo Halliday, McIntosh e Strevens, a L.A. utiliza as descrições feitas pela Lingüística para outra finalidade, fora da Lingüística.
Para Pit Corder, a L.A. pressupõe a Lingüística, é uma atividade e, não um estudo teórico, que utiliza os resultados de estudos teóricos para o ensino de línguas.
A L.A. é entendida como “o uso de matérias lingüísticas cujo conteúdo pode aprimorar o trabalho prático nas disciplinas que incluem o uso da linguagem”.



Tanto a Gramática Tradicional quanto a Linguística possuem conceitos formados em relação à questão 'erros'.
Para a Gramática Tradicional (G.T.) é considerado erro, tudo o que foge às normas e padrões da língua.

Ex.: Os menino saíram.

Nesse contexto a G.T. considera a frase incorreta, visto que, não há concordância entre artigo, sujeito e verbo.

De acordo com a Linguística, todo enunciado que foge ou não configura em nenhuma variedade linguística é considerado 'erro'

Ex.: A difícil está prova.

Os termos não estão ordenados, portanto, não transmitem nenhuma mensagem e não configura nenhuma variedade linguística.

Os PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS (PCNs) DE LÍNGUA PORTUGUESA refletem a influência da Linguística na concepção mais atual de ensino de Língua Portuguesa da seguinte forma, defendem que os livros ou textos trabalhados sejam de acordo com a realidade do aluno, considerando o conhecimento prévio do mesmo, havendo valorização das variedades linguísticas e língua falada, sem que haja preconceito.



Entende-se que a norma padrão da língua é o que se deve ensinar nas escolas. Para que esse ensino ocorra de forma crítica sem que cause 'trauma' no aprendiz, necessário é que sejam trabalhados textos, redações e, no ensino da língua falada (sem preconceitos ou uma variedade linguística estabelecida), leitura de revistas, jornais, etc.


Em muitos casos os formadores de opinião (autor/livro didático/professor) produzem um fechamento das possibilidades de trabalho com o ensino da Língua na escola, em algumas situações em que o ensino de língua abrange - leitura e produção de textos, atividades de reflexão sobre variação línguistica. Existem alguns livros que apresentam atividades, que não admitem outras respostas e, alguns professores, ao adotarem esses livros, não criam possibilidades para que o aluno possa refletir e buscar alternativas de resposta. Há professores que só aceitam as respostas sugeridas pelo autor, dessa forma, produz-se o fechamento do intelecto do aluno, fazendo com que as atividades sejam executadas mecanicamente.