Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá à falência. Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vitima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um não. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Augusto Cury

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

A DIDÁTICA E A FORMAÇÃO DE EDUCADORES

DA EDUCAÇÃO À NEGAÇÃO: A BUSCA DA RELEVÂNCIA

O processo de formação de educadores, inclui componentes curriculares criados para o tratamento de atividades educativas, da prática pedagógica. A Didática tem um papel de destaque entre estes componentes.
A análise da atuação da Didática na formação de educadores, tem levantado uma grande discussão. Alguns estudiosos afirmam que a Didática, quando não é inofensiva, pode ser prejudicial.
Para que esse assunto seja entendido deve ser estudado dentro do contexto em que se encontra, ou seja, tem que ser analisado dentro do conjunto educacional e politico social.

A Didática estuda o processo de ensino-aprendizagem, este processo está sempre presente, de forma direta ou indireta, no relacionamento humano.
De acordo com a abordagem humanista, a relação entre pessoas está no centro do processo de ensino-aprendizagem, já que, o crescimento afetivo leva ao crescimento pessoal.
Na abordagem técnica a aquisição de melhores condições de trabalho, tais como: seleção de conteúdo, novas estratégias de ensino, irão melhorar o processo de ensinar-aprender. Lembrando que esta abordagem, vista separadamente, passa a ser tecnicista.
O processo de ensino-aprendizagem está ligado ao processo político-social, porque sempre ocorre em uma cultura específica, tratando com pessoas concretas que têm posição de classe definidade na organização social em que vivem.

Vera Maria Candau relata sua experiência como professora de Didática, desde 1963. Ela cursou a Licenciatura em Pedagogia na PUC/RJ, de 1959 a 1962, no ano seguinte começou a lecionar Didática na mesma Universidade. 
O núcleo de inspiração dos primeiros trabalhos de Vera, como professora de Didática, foi a sua experiência como aluna. O tema básico, era os princípios para uma escola nova, baseados no Plano de Dalton.
No final da década de 50 e início da década de 60, o país se encontrava em discussão acerca da Lei de Diretrizes e Bases (LDB), que mobilizava a área educacional.
Nesse período a Didática fazia o discurso da Escola Nova, mas o problema maior estava em superar a Escola Tradicional, para reformar internamente a escola.
A Escola Nova tinha como centro de interesse o próprio aluno, ou seja, o interesse de aprendizagem partia do próprio aluno. Na Escola Nova o aluno "aprende fazendo" e "aprende a aprender", com técnicas novas, com respeito à sua individualidade.

A Escola Nova, com "humanismo moderno" teve seu predomínio em 1945 e se estendeu até 1960, a partir de 1960 a 1968, dá-se início à tendência tecnicista.
Nesse momento, o ensino da Didática assume um panorama idealista e centrado na demensão técnica do processo de ensino-aprendizagem. É considerado idealista porque a análise da prática pedagógica da maioria das escolas não é objeto de reflexão. Considerada "tradicional", justifica-se pela "ignorância" dos professores que, uma vez conhecedores dos princípios e técnicas escolanovistas, a transformariam.

Após 1964, a visão "industrial" penetra o campo da Educação e a Didática é tida como estratégia para o alcance dos "produtos" previstos para o processo de ensinar-aprender.
Na perspectiva da tecnologia educacional a Didática se centra na organização das condições no planejamento do ambiente, na elaboração dos materiais instrucionais. A objetividade e racionalidade do processo são enfatizados.

A partir da métade da década de 70, a crítica às perspectivas anteriormente assinaladas, se acentuou. Essa crítica teve aspecto positivo: a denúncia da falsa neutralidade do técnico e o desvelamento dos reais compromissos político-sociais das afirmações aparentemente "neutras" a afirmação da impossibilidade de uma prática pedagógica que não seja social e politicamente orientada de uma forma implícita ou explícita.

A afirmação da dimensão política da prática pedagógica é acompanhada da negação da dimensão técnica, vista como vinculada a uma perspectiva tecnicista.
Novamente as diferentes dimensões do processo de ensino-aprendizagem são contrapostas, a afirmação de um levando à negação das demais. Afirmar a dimensão política e estrutural da educação, supõe a negação do seu caráter pessoal.

A crítica à visão exclusivamente instrumental da Didática não pode se reduzir à sua negação. Competência técnica e competência política não são aspectos que se contrapõe. A prática pedagógica, na condição de política, exige a competência técnica. As demensões política, técnica e humana da prática pedagógica se exigem mutuamente.

De acordo com Vera Maria Candau, o desafio do momento é a superação de uma Didática exclusivamente instrumental e a construção de uma Didática fundamental. 

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

POLITICAS EDUCACIONAIS

Os eixos norteadores da política educacional do Governo Militar:

- Controle político e ideológico da educação escolar, de acordo com a correlação de forças existentes em todos os níveis nas diferentes conjunturas da época;

- O estabelecimento de uma relação direta e indireta entre educação e produção capitalista, mostrando-se mais evidente na reforma do 2º grau, através da pretensa profissionalização;

- Incentivo à pesquisa ligada à acumulação de capital;

- O Descompromisso com o financiamento da educação pública e gratuita, negando o discurso da valorização da educação e concorrendo decisivamente para a corrupção e privatização do ensino, sendo transformado em negócio de grande renda subsidiado pelo Estado. Sendo assim, o regime delega e dá incentivo à participação do setor privado na expansão do sistema educacional, desqualificando a escola pública de 1º e 2º graus.

Na tentativa de melhorar o ensino superior foram criados alguns sistemas tais como: 

- A introdução de uma espécie de vestibular classificatório;
- Adoções do sistema de crédito; 
- Período letivo semestral;

A Lei nº. 5.540/68, “Lei da Reforma Universitária” foi baseada nos estudos do Relatório Atcon (Rudolph Atcon, teórico norte-americano) e no Relatório Meira Matos (coronel da escola superior de Guerra) e aprovada de cima para baixo.  A reforma acaba com a cátedra, unifica o vestibular passando a ser classificatório, aglutina as faculdades em universidade, visando uma maior produtividade com a concentração de recursos, cria o sistema de créditos, permitindo a matrícula por disciplina, além de, segundo Aranha (1996, p. 214), a nomeação dos reitores e diretores de unidade (esta agora dividida em departamentos) dispensa a necessidade de ser do corpo docente da universidade, podendo ser qualquer pessoa de prestígio da vida pública ou empresarial.
As mudanças no ensino superior brasileiro foram muitas e rápidas nos anos 60, até a localização geográfica das instituições foram alteradas, as faculdades públicas situadas nos pontos centrais das cidades foram transferidas para os campi no subúrbio, pois consideravam adequado para atenuar e apaziguar a militância política dos estudantes. Enquanto que as faculdades particulares faziam exatamente o inverso.
Mesmo com tantas mudanças no ensino superior brasileiro na década de 60, persiste a seletividade, em decorrência da dualidade do ensino, onde a elite bem preparada ocupa as vagas nas melhores universidades, restando as faculdades privadas de baixo nível para os menos privilegiados.

Assim, entende-se que são necessárias mudanças no modelo universitário hoje apresentado, porém não se pode esquecer que este modelo é resultado da reforma universitária da década de 1960 e principalmente em decorrência do modelo sócio-político-econômico adotado pelo Brasil nas últimas décadas. A reforma universitária hora proposta pelo governo atual, não contempla as reivindicações dos estudantes, professores e técnicos estando a serviço da manutenção do status quo.

domingo, 2 de janeiro de 2011

TEXTO, COERÊNCIA E COESÃO


- Halliday e Hasan (1976) afirmaram que a coesão tem a ver com o modo como o texto está estruturado semanticamente. A coesão é a relação semântica entre dois elementos do texto, de modo a ser interpretado por referência ao outro, pressupondo-o.

- Charolles (1978), afirma que coerência e linearidade textual estão relacionados, ou seja, "não se pode questionar a coerência de um texto sem levar em consideração a ordem que aparecem os elementos que o constituem.

- Widdowson (1978) diz que a coesão "é o modo pelo qual as frases ou partes delas se combinam para assegurar um desenvolvimento proposicional..." e revela-se por indices formais, sintáticos, sem apelo ao pragmático. A coerência seria a relação entre os atos ilocucionários que as proposições realizam. É diretamente ligada ao desenvolvimento ilocucional.

- Para Franck (1980), o termo coerência designa "a conexão formal e de conteúdo entre elementos sequenciais que coloca estes elementos em relação uns com os outros e os insere numa forma de organização superior como, por exemplo, nomes em uma lista, frases em texto, atos de fala numa sequência".

- Beaugrande e Dressler (1981), a coesão é a maneira como os constituintes da superfície textual se encontram relacionados entre si, numa sequência, através de marcas linguísticas; é a ligação entre os elementos superficiais do texto. Já a coerência tem como fundamento a continuidade de sentidos, dizendo respeito ao modo como os componentes do mundo textual, isto é, a configuração de conceitos e relações subjacentes à superfície  do texto, são mutuamente acessíveis e relevantes.

- Van Dijk (1981) e Van Dijk e Kintsch (1983), o termo coerência pode ser usado em sentido geral para denotar que alguma forma de relação em sentido ou unidade no discurso pode ser estabelecida.

- Bernárdez (1982), citando Salomon Marcus (1980), diz que a coerência significa uma certa capacidade de atuar como unidade e que coesão se refere à existÊncia de conexão entre as diferentes partes.

- Marcuschi (1983), a coesão refere-se à estrutura da sequÊncia superficial do texto e à sua organização linear sob o aspecto estritamente linguístico. Coerência é o resultado de processos cognitivos operantes entre os usuários de textos.

- Tannim (1984) define coesão como o conjunto de nexos da superfície textual que indicam as relações entre os elementos de um texto; e coerência, em termos de organização de estruturas subjacentes, que fazem com que palavras e sentenças componham um todo significativo para os participantes de uma ocorrência discursiva.

KARL MARX E A HISTÓRIA DA EXPLORAÇÃO DO HOMEM

  KARL MARX Nasceu em Treves, na Alemanha (1818-1883). Doutorou-se em Filosofia. Foi redator de uma gazeta liberal em...