Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá à falência. Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vitima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um não. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Augusto Cury

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Análise da música de Chico Buarque - Umas e Outras


Umas e Outras




Chico Buarque



 Se uma nunca tem sorriso
É pra melhor se reservar
E diz que espera o paraíso
E a hora de desabafar
A vida é feita de um rosário                                                
RELIGIOSA
Que custa tanto a se acabar                                                
- MUNDO RELIGIOSO
Por isso às vezes ela pára
E senta um pouco pra chorar

 
Que dia! Nossa, pra que tanta conta         LAMENTAÇÃO
Já perdi a conta de tanto rezar






Se a outra não tem paraíso
Não dá muita importância, não
Pois já forjou o seu sorriso
E fez do mesmo profissão
A vida é sempre aquela dança                                           
PROSTITUTA
Onde não se escolhe o par                                                  
- MUNDO MATERIAL
Por isso às vezes ela cansa
E senta um pouco pra chorar
Que dia! Puxa, que vida danada
          LAMENTAÇÃO
Tem tanta calçada pra se caminhar


 




                                 
 
 Mas toda santa madrugada                       RELIGIOSA             - ANTÍTESE
Quando uma já sonhou com Deus                                          - OCULTA SOLIDÃO
E a outra, triste enamorada
Coitada, já deitou com os seus                 
PROSTITUTA
O acaso faz com que essas duas
Que a sorte sempre separou
Se cruzem pela mesma rua
Olhando-se com a mesma dor

Que dia! Nossa, pra que tanta conta
Já perdi a conta de tanto rezar
Que dia! Puxa, que vida danada                            
LAMENTAÇÃO
Tem tanta calçada pra se caminhar                   
Que dia! Cruzes, que vida comprida                     

Pra que tanta vida pra gente desanimar                


- VOLTA AO NEO-CLASSICISMO
- AS EMOÇÕES DA MULHER ESTÃO ACIMA DAS SUAS LAMENTAÇÕES

O texto estrutura-se em torno de uma figura de estilo: a antítese.
Ocorre também a tentativa de sintetizar elementos opostos: o mundo material com o mundo espiritual.
Esta é uma das características predominantes do Barroco, a busca da síntese entre matéria e espírito.
Nas últimas estrofes encontra-se também o pessimismo; A mulher religiosa e a prostituta demonstram insatisfação em relação às suas vidas.

LÍNGUA PORTUGUESA - PERÍODO HISTÓRICO DO SÉCULO XII


A cultura trovadoresca, surgida entre os séculos XI e XII, reflete bem o momento histórico que caracteriza o período: na Europa cristã, a organização das Cruzadas em direção ao Oriente; na Península Ibérica, a luta contra os mouros; o poder descentralizado e as relações entre os nobres determinados pelo feudalismo; o poder espiritual em mãos do clero católico, detentor da cultura e responsável pelo pensamento teocêntrico (Deus como centro de todas as coisas).
O Trovadorismo predomina como estilo de época na Idade Média.
A organização social da época tinha no comando a nobreza e o clero, muito unidos por interesses ideológicos. No topo, a figura do rei: intermediário entre Deus e seu povo.
O sistema político, social e econômico da época é conhecido como feudalismo. O nome deriva da palavra feudo, que consistia de uma aldeia e centenas de acres de terra arável que a circundavam. Nessas terras, o povo trabalhava.
O senhor feudal, era dono das terras e das pessoas que nela trabalhavam. Sendo assim, conservava o poder sobre a força de trabalho dessas. Por isso, o povo vivia sob regime de servidão. 
Para proteger sua propriedade, o senhor feudal contratava guerreiros que eram pagos não em dinheiro, mas através de concessão de terras.
Surgiu daí um sistema de compensação: o guerreiro protegia o feudo e o senhor fornecia-lhe pequenas extensões de terra.
Desse sistema despontou a figura do vassalo que vivia sob a dependência do senhor e do qual o senhor também dependia para manter sua segurança, fortuna e prestígio. A essa dependência entre senhor e vassalo dá-se o nome de vassalagem.
A influência da Igreja tinha grande força sobre o comportamento das pessoas. Segundo a Igreja, o mundo terreno era considerado apenas como um espaço de preparação para a vida eterna. Por esse motivo vivia-se em função da morte. A renuncia aos bens materiais e aos prazeres mundanos era a condição exigida para alcançar a salvação eterna. A salvação da alma constituía-se na preocupação maior do homem medieval.
A Igreja domina o mundo e os valores da religião cristã impregnam todos os aspectos da vida medieval, inclusive a literatura.
O século XII marca o início da literatura portuguesa...

A eficácia do cinto de segurança em acidentes automobilísticos

  Autor:   Dr. Antônio Sócrates De Carvalho Júnior RESUMO: Introdução: Os acidentes de trânsito ocasionam, a cada ano, a mort...